BOM DIA!
Achei esse texto muito interessante!
Nos faz refletir bastante sobre o que realmente é importante para nós!
Tenho lido uns textos por aí, que também me ajudaram a refletir. E que vão um pouco além daquele “quem somos, de onde viemos e para onde vamos”. E se o ovo faz mal à saúde. Sim, trata-se da vida simplesmente, do ato respiratório de viver e de permitir que a existência se cumpra na sua essência de plenitude.
A vida é plena e nesta integridade intrínseca habitam as nossas necessidades mais nobres ou mais tolas. Como a febre da beleza, do consumo, da felicidade a qualquer preço. Creio que as pessoas de bom senso não se deixam seduzir de forma irracional por estes apelos que parecem tão incuráveis.
Bens como dinheiro, beleza, amor, sucesso começam a incomodar, de forma a se tornarem itens obrigatórios. Todos precisam ser alguém, ter fama, ser rico, para conquistar um lugar ao sol. Se você for apenas um simples e pacato cidadão, com um RG e um CIC, ah, que graça tem? Há uma corrida insana atrás do sucesso e da riqueza. A atual sociedade do culto à imagem lançou suas bases tiranas e quem não estiver com o corpo sarado não se sente digno de pertencer à raça humana.
Santo Deus, o que se tem feito em busca do amor e da felicidade. As pessoas estão construindo suas vidas em cima das novelas de televisão, das revistas de personalidades e celebridades. De alguns conceitos que pipocam aqui e ali, com frases que parecem verdades inquestionáveis. Pois eu diria: questione, pense, raciocine e fuja dos conceitos pré-estabelecidos. Fuja do senso comum. Não queira ser “igual”; tente ser “diferente”. Seja “você mesmo”.
Conheci uma pessoa que não se conformava com o fato de o suco de laranja feito por ela não ser tão amarelo com o do café da manhã das novelas. Ela fazia o suco e queria que ficasse igual. “Eu ponho na jarra de vidro e tudo, para vê-lo, mas fica muito clarinho”.
Quando é que vamos pensar por nossa própria cabeça? Vestir o que sentimos vontade de usar, comer o que nos apetece, dormir quanto julgamos ser necessário, ler o que nos encanta, sentir as emoções vindas do fundo da alma, sem que haja uma seta à nossa frente, indicando: faça isso, vá por aqui, vire ali, sente, levante, pare. Não podemos obedecer cegamente. Não!!! Cada um tem seu próprio jeito, gosto e estilo; crianças se desenvolvem em ritmos diferentes; adultos possuem histórias particulares de vida e é esta diversidade que faz de cada ser humano uma pessoa única e especial.
Para as mulheres, inventou-se a desesperada necessidade de se ter um parceiro. Sem um macho do lado, a fêmea mal sobrevive. Não pode ser feliz. Pobre mulher! Para ela, sobrou uma carga terrível de estigmas. Tem de estar acompanhada de um homem pela vida afora, ou não terá a consideração merecida.
Quando uma pessoa – homem ou mulher – entender o que é a felicidade e onde ela mora, talvez até acabe trombando com sua alma gêmea no meio do caminho, porque estará tão livre e solta, que a mágica do encontro pode acontecer a qualquer momento. Na ânsia irracional de encontrar “alguém” vai perder de vista quem e o quê realmente valem a pena.
Temos de ser críticos o tempo todo, pensar com a mente e o coração, buscando o verdadeiro sentido da vida – afinal, qual é mesmo? Onde está o sentido para o fato de estarmos aqui, neste exato momento da história, neste lindo planeta azul? Olhe bem dentro de você, converse com sua alma e há de encontrá-lo. Ele varia um pouco de pessoa para pessoa, pois cada um tem sua bagagem pessoal, seu solo, sua caixa guardada no fundo do armário, cheia de vivências.
E o que vale a pena hoje, agora? Numa clássica lista de valores pessoais, cada um organize suas ideias. Há prioridades básicas como sobrevivência, emprego, saúde, moradia. Felicidade não é um produto à venda nas lojas. Não está numa festa deslumbrante, nem no corpo sarado, nem nos delírios do sexo a torto e a direito. Se alguém puder descobrir onde ela se guarda, ah, meu Deus, essa é a mais sábia das criaturas.
(Marisa Bueloni)
Fonte: http://www.primeiroprograma.com.br/
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